sexta-feira, junho 29

Poesia Socretina

Demagogo outorgado.
Impostor engenhoso.
Palrador e presunçoso.

Versado em simulação,
propagandeia amiúde
com devota convicção,
que o vil Capital privado,
protegido e reforçado
por força da exploração
dos pobres e humilhados,
é a redentora solução,
o porfiado milagre
para os infortúnios da alma
do pobre povo coitado
encalhado à beira água
do pais pré-afundado.

Beato, louva o desígnio
da régia governação,
o respeito coitadinho,
a servil submissão
ante a gula rapace,
os interesses mesquinhos
do bando de tratantes,
“mui” doutos usurários,
exploradores e falsários,
amigos grandes do peito,
a quem,
com leis decretos e beijinhos,
vai fazendo uns jeitinhos,
vai-lhes dando o jeito.

Do seu republicano trono
mono, manco, aldrabão,
em calinadas faraónicas,
propaladas à exaustão,
o génio engenhoso
do Sócrates mentiroso,
vai lançando o engodo,
criando a ilusão
de que ao povo espoliado
na sua elementar razão
de querer melhor salário
trabalho saúde educação,
basta estar acomodado,
sossegado adormecido
em nome da nação,
dos amanhãs que cantam
a xula da salvação.


Roubado descaradamente daqui

2 criaturas afundaram esta pérola:

maria elisa disse...

Gosto do teu blog.

blueminerva disse...

Obrigada Maria Elisa. Serás sempre bem-vinda.
Bjs

Ah.... também passei pelo teu blog, e assinei a petição contra a abertura dos Hipermercados ao Domingo.